Treze ensaios sobre a Primeira República, lidos através da categoria benjaminiana da Origem.
Como o projeto imperial do Porto de Torres foi desmantelado pela nascente República e desviado pelas oligarquias.
02A lavoura paulista convertida em máquina de Estado, e o Estado em instrumento da lavoura.
03A credencial universitária como aduana: um filtro que converteu mobilidade social em privilégio hereditário.
04As reformas urbanas lidas com Benjamin: nenhum monumento de cultura que não seja também de barbárie.
05Entre 1891 e 1897 a República mobilizou Exército, Marinha e polícias contra a própria população.
06A Origem benjaminiana como imagem dialética, o fractal, o turbilhão e o freio de emergência da história.
07A mania oitocentista da causa única, o erro de tomar uma totalidade por causa, e por que a Origem se lê como se lê um turbilhão.
08O 15 de novembro como sistema caótico, os cem anos entre 1789 e 1889, e um exemplo para a autossemelhança não ficar no ar.
09Aquarela do Brasil era cívica demais e Carinhoso era imitação de americano, enquanto a política encenava 1789 linha por linha.
10A República era doutrina de academias e quartéis, alheia à população: a ruptura entre a elite intelectual e o povo, e as duas mitologias que dela nasceram.
11A continuidade entre o Sul e o sertão: o oficial que permitiu o saque de Bagé em 1892 e comandou Canudos em 1897, e o presidente que foi Pacificador num e despachou o outro.
12Toda Origem tem pós-história, e é por ela que se torna legível: a imagem dialética como forma híbrida de temporalidades, e por que ela se lê num momento de perigo.
13Como os conceitos de Benjamin, Spinoza e Wittgenstein foram reificados, por que sempre do mesmo modo, e o que a gramática tem a ver com a forma de um turbilhão.